Aulas de balé ajudam Patrícia a manter a boa forma (Foto: Iwi Onodera/EGO)
Aos 39 anos,
Patrícia de Sabrit
quer voltar à TV. Fora do ar desde 2011, quando fez uma participação na
novela “Amor e revolução”, do SBT, a atriz - que despontou para o
sucesso em 1993 ao viver a paranormal Cacau na novela “Olho no olho” e
protagonizou "Pérola negra" (1998), tem mantido a boa forma com aulas de
balé e sapateado. Nesses três anos longe da telinha, ela cuidou do
filho Maximilian, de 7 anos, separou-se do pai do menino, o belga
Michael Hansen, e está de namorado novo, um executivo francês.
Em conversa com o
EGO após sua aula de balé em uma
academia do Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, ela fala da boa forma e
faz um balanço dos 21 anos de carreira e da vida pessoal, revelando que o
casamento relâmpago com o cantor Fábio Jr, em 2001, durou bem mais que
cinco meses. "Foi uma linda história de amor que durou quase cinco anos.
Não me arrependo nem por dois segundos".
EGO: O que tem feito nesse período fora da TV?Patrícia de Sabrit:
Estava em cartaz com a peça infantil "A cigarra e a formiga”, no ano
passado, e me dedicando ao meu filho. Quero voltar ao Rio para fazer
televisão ou cinema, o que pintar. Precisava de um tempo para mim, com a
separação também dei um freio para me dedicar mais ao Maximilian, mas
agora quero voltar à TV com toda força, provavelmente no segundo
semestre. Acho que minha carreira vai tomar um rumo.
A atriz tem uma longa relação com a dança
(Foto: Iwi Onodera/EGO)
Como é sua rotina de mãe?
Tive o Max com 32 anos, um sonho que se tornou realidade. Sou supermãe,
amo ir com ele para a natação, circo, judô, teatro... Adoraria ter
outro, mas como estou querendo trabalhar não é bem o momento de outra
gravidez. E se não tiver, ele será único e o mais amado do mundo.
Por que o relacionamento com o pai dele chegou ao fim?
Morei na Bélgica por quatro anos e meio e por três anos e meio nos
dividimos entre lá e aqui. Ficamos oito anos juntos, houve um desgaste
natural pela distância e nos separamos em setembro do ano passado. Não
foi traumático, estamos bem, sem brigas. Ele tem a vida dele lá e eu, a
minha aqui. Claro que o Max sente falta do pai, mas a cada dia ele está
digerindo melhor tudo isso. Eles não deixaram de se ver, apenas diminuiu
a frequência. Em julho, ele deve vai passar as férias na Bélgica.
Minha história com o Fábio foi uma linda história de amor que durou quase cinco anos."
Patrícia de Sabrit
Você já tem um novo namorado. Como é a relação dele com Max?
Ele se chama Olivier, é um executivo francês, tem dois filhos com quem
me dou superbem, e ele também se dá bem com o meu. Namoramos desde
novembro do ano passado e estamos em uma fase muito gostosa, felizes. É
uma relação diferente, por eu estar com mais idade e ter passado por
outras coisas. Hoje levo minha vida amorosa de uma maneira mais saudável
e plena.
Treze anos depois, de que forma você avalia o casamento com Fábio Jr.?
Não me arrependo nem por dois segundos. Acho que, aos trancos e
barrancos, aprendemos muito com isso. Eu era muito menina e o casamento
me amadureceu bastante. Eu sabia da fama dele de mulherengo e achava que
comigo ia mudar. O Fábio já disse que durante os cinco meses e meio que
ficamos sob o mesmo teto fui a única mulher que ele não traiu. E ele
nunca falou mal de mim em entrevistas. Eu saí da casa em que moravávamos
em junho de 2001, mas só assinei o divórcio em julho de 2005, quando
estava 100% certa de que era o momento de cortar o cordão umbilical, de
cada um ir para o seu lado. Nesses quatro anos e meio tivemos ainda
algumas tentativas, vivemos histórias paralelas e tentamos entender o
que aconteceu, o que a gente queria. No fundo, foi uma linda história de
amor que durou quase cinco anos.
Patricia de Sabrit diz que recusou propostas para
posar nua (Foto: Iwi Onodera/EGO)
Você está chegando aos 40 em ótima forma. É difícil manter este corpinho?
Nunca fui rata de academia, mas sou muito ativa. Queria fazer algo que
me trouxesse, além da boa forma, bem-estar. Tenho uma longa história com
o balé: fiz dos 6 aos 14 anos, retomei em 2000, quando cursava
faculdade de cinema nos Estados Unidos, parei no ano seguinte e retomei
de novo este ano, junto com o sapateado. Sinto uma diferença brutal, e
minha maior dificuldade é a flexibilidade que o balé exige. A gente
também nota que, com a idade, há um pouco mais de dificuldade para
emagrecer. Eu me alimento bem, não me privo de comer porcaria e de vez
em quando não resisto a um brigadeiro
(risos). Quando viajo, enfio um pouco o pé na jaca, depois entro de novo em equilíbrio.
Você já recebeu propostas para mostrar seu corpo em um ensaio? Para posar nua?
Sim, quando fiz "Olho no olho" e "Pérola negra". Gostaria de ter
coragem para isso. Quando me casei também recebi proposta, consultei o
Fábio, mas ele vetou. Iam me pagar uma fortuna! O que eles estavam me
oferecendo era insano. Hoje não me vejo fazendo um ensaio nu, mas estou
pronta para uma personagem sexy, aliás é agora ou nunca!
(risos).
Como começou a trabalhar na televisão?
Já tinha feito teste para a minissérie "Sex appeal" (1993), mas não
passei. Fazia o espetáculo "Se você me ama" com o Nico Puig e namorava o
Felipe Folgosi na época. Quando o Antônio Calmon, autor de "Olho no
olho", soube, fui chamada para um novo teste e contracenei com os dois.
Foi um trabalho gostosíssimo e uma grande surpresa começar na Globo como
protagonista. Claro que vendo minhas cenas da época fico um pouco
constrangida, eu não tinha experiência nenhuma na televisão. Aprendi
apanhando e apanhei para valer, inclusive em críticas.
Hoje não me vejo fazendo um ensaio nu, mas estou pronta para uma personagem sexy, aliás é agora ou nunca!"
Patrícia de Sabrit
“Olho no olho” era febre entre crianças e adolescentes. Dava trabalho fazer as cenas com efeitos especiais?
Um computador desenhava os raios que saíam dos nossos olhos (
Cacau e Alef soltavam raios azuis por serem do bem; Fred, vermelhos, por ser do mal),
era uma dificuldade imensa, não podíamos piscar de jeito nenhum. O fato
de os personagens serem super-heróis mexia com as pessoas.
Como era o assédio?
Uma vez eu, o Selton Mello e o Rodrigo Santoro (
que era elenco de apoio)
fomos gravar em Delta do Parnaíba (PI) e demorou quatro horas para o
barco que estávamos atracar, porque tinha gente de toda a região nos
esperando. Mesmo com o cordão de isolamento da Polícia Militar, as
pessoas nos "atacaram" e ficamos supermachucados: arrancaram meu cabelo,
o Selton ficou todo arranhado, foi uma loucura. Foi meu primeiro
contato com o sucesso. Fico até arrepiada quando lembro.
Patricia de Sabrit durante aula de balé em
academia de São Paulo (Foto: Iwi Onodera/EGO)
Alguém ainda te chama de Cacau?
Você nota a idade da pessoa pelo reconhecimento da personagem. Tem
muita gente que só me conhece a partir de "Pérola negra" (1998), porque
antes nem tinha nascido
(risos). Quando falam que me assistiam como Cacau, tem um lado emotivo. Aí eu penso: "Nossa, a pessoa lembra!". É bonitinho.
E como foi protagonizar "Pérola negra"?
Quando acabei de assinar o contrato com o SBT o Frederico Mayrink, que
era assistente de direção do Flávio Colatrello, ligou me chamando para
ser protagonista da nova temporada de "Malhação". Claro que eu teria
amado fazer, só que não me arrependo. "Pérola" foi um lindo trabalho, eu
e o Dalton Vigh nos divertimos muito, era hilário. Mas o ritmo era bem
violento, eu gravava cerca de 35 cenas de segunda a segunda. Trabalhei
que nem uma cadela e fui parar no hospital Albert Einstein por estafa.
Fica incomodada quando te chamam de socialite?
Não sou patricinha nem socialite. Esses rótulos me incomodam muito,
porque me atrapalharam bastante na carreira, fizeram muito mal. Fui
tachada disso por meus pais fazerem parte da sociedade paulista. Sou
muito caseira, recebo muitos convites para eventos, mas não nunca fui
arroz de festa.
Agradecimento: Academia Step Dance Beauty - (11) 2387-2600